Lanterna dos afogados

Quando tá escuro
E ninguém te ouve
Quando chega a noite
E você pode chorar…
Há uma luz no túnel
Dos desesperados
Há um cais de porto
Prá quem precisa chegar…
Eu tô na Lanterna
Dos Afogados
Eu tô te esperando
Vê se não vai demorar…
Uma noite longa
Pr’uma vida curta
Mas já não me importa
Basta poder te ajudar…
E são tantas marcas
Que já fazem parte
Do que eu sou agora
Mas ainda sei me virar…
Eu tô na Lanterna
Dos Afogados
Eu tô te esperando
Vê se não vai demorar…
Eu tô na Lanterna
Dos Afogados
Tô te esperando
Vê se não vai demorar…
Uma noite longa
Pr’uma vida curta
Mas já não me importa
Basta poder te ajudar…
E são tantas marcas
Que já fazem parte
Do que eu sou agora
Mas ainda sei me virar…
Eu tô na Lanterna
Dos Afogados
Eu tô te esperando
Vê se não vai demorar…
Eu tô na Lanterna
Dos Afogados
Tô te esperando
Vê se não vai demorar…
Eu tô te esperando
Vê se não vai demorar…

Ignoto

Imagem

Por um caminho tortuoso, cheio de pedregulhos, extremamente escuro e sem fim, eu caminho e continuo a caminhar.

Uma floresta sem arvores, sem animais é a paisagem que eu não vejo, mas sei que está lá. São lágrimas que regam o chão, por ser tão salobro nada pode crescer. Quando pedrinhas são regadas pelas lagrimas ela brilham e de forma tão efêmera, breve que quase não se vê.

Qualquer um que entrar neste caminho tenha certeza de que esfacelará. Tudo aqui irá apagar o brilho. Fuja destes caminhos corra para longe. Quem aqui caminha sofre, perece, tudo é melancólico e não for é oprimido.

Se já chegou, meu aviso tarde veio. Então só lhe resta caminhar para fora do torvo. A caminhada será tortura, o sol não se verá, ande depressa. Não espere a saída, ela não virá, procure-a e irá obter.

 

(Escrevi esse texto em forma de metáfora para mostrar o que é alguém que se nega a buscar conhecimento)