Lanterna dos afogados

Quando tá escuro
E ninguém te ouve
Quando chega a noite
E você pode chorar…
Há uma luz no túnel
Dos desesperados
Há um cais de porto
Prá quem precisa chegar…
Eu tô na Lanterna
Dos Afogados
Eu tô te esperando
Vê se não vai demorar…
Uma noite longa
Pr’uma vida curta
Mas já não me importa
Basta poder te ajudar…
E são tantas marcas
Que já fazem parte
Do que eu sou agora
Mas ainda sei me virar…
Eu tô na Lanterna
Dos Afogados
Eu tô te esperando
Vê se não vai demorar…
Eu tô na Lanterna
Dos Afogados
Tô te esperando
Vê se não vai demorar…
Uma noite longa
Pr’uma vida curta
Mas já não me importa
Basta poder te ajudar…
E são tantas marcas
Que já fazem parte
Do que eu sou agora
Mas ainda sei me virar…
Eu tô na Lanterna
Dos Afogados
Eu tô te esperando
Vê se não vai demorar…
Eu tô na Lanterna
Dos Afogados
Tô te esperando
Vê se não vai demorar…
Eu tô te esperando
Vê se não vai demorar…

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Valsa da noite

Imagem

 

Saiu para poder olhas as estrelas, a noite estava magnífica, a lua majestosa e o céu no todo esbanjava esplendor.

A brisa acariciava-lhe o rosto, enquanto cantava a valsa para as estrelas valsarem no negro palco, enquanto os ventos faziam questão de embalar o sono das leves nuvens, que só se via as suas sombras.

O teatro do céu permaneceria com o espetáculo durante toda a noite, até que o sol pedisse o palco. Era uma noite quente e aconchegante, propicia para um espetáculo ao ar livre.

Ficava muito claro o porquê de a noite ser a musa dos artistas, e claro, dos amantes. As estrelas valsavam livremente, constelação a constelação, todos juntos em um mesmo ritmo, tão harmonioso e em completa perfeição.

A lua observava com atenção as nuvenzinhas sonolentas vagarem pelo céu encobrindo o show das estrelas, e divertiam-se todos com isso, afinal todos os elementos, astros, satélites, ares, água em vapor, todos tinham sua vez nessa linda apresentação.

Grande oportunidade para meditar na grandiosidade, na imponência, e ao mesmo tempo na simplicidade do universo. Como algo tão complexo pode exigir ser tão simples só para ter elegância?

Brisa silenciara aos poucos, os ventos despediram-se, as nuvens despertavam, as estrelas uma a uma com reverencia agradeciam a dança e a lua perdera o brilho, era a hora de o sol brilhar, não mais no negro céu, e sim no céu azul, era a hora de começar a peça que todos estão acostumados a ver. Era a hora de amanhecer. Iniciara-se o dia.