Um direito de amor.

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Ninguém diz que será fácil.

Ninguém disse que haverá um terreno hostil.

Todos só pensam em juras de amor.

Todos esquecem que amar também é direito de um sofredor.

Eu sei que o amor é lindo,

Mas sempre me lembro de que nem sempre me receberá sorrindo.

 Talvez valha apena.

Afinal a chance não é pequena.

Não sei se contos de fadas existem,

Mas sempre existem amores que resistem.

Sei bem que não sou suporte de perfeição,

Mas você doou seu coração.

Sei que você fará coisas que eu odeio,

Mas eu não tenho nenhum receio.

Eu espero que seja eterno,

E juntos o tornaremos imortalizado.

Onde está você?

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Te conheço?

Ou não?

Sem ti não permaneço,

Cansei da solidão.

 

Estranho precisar de você mesmo sem saber quem é.

Posso parecer louca, temerária,

Posso parecer qualquer coisa símile.

Onde será que o encontraria?

 

Será que vai ser descendo a rua?

Será que vai ser em uma cachoeira?

Será que terei que andar muitas léguas?

Será que é tão difícil encontrar ternura?

 

Parece que todos encontram.

E você, onde está?

Todos, menos nós, começaram.

Cansei de esperar no sofá.

 

Cansei de nutrir-me em livros,

Será que aparecerá de repente?

Pode ser aquele com quem troco sorrisos;

Pode ser o que eu acho que mente.

 

Onde está você?

Estou fadada a sofrer;

Não me vê?

Pare de se esconder.

Em meio a Minha Chuva

 

Era de manhã,

Em seu lugar no travesseiro,

Era uma carta que o ocupava.

“não posso mais ficar,

Tentei aprender a te amar.”

Ora ninguém aprende,

Ou ama, ou não ama.

Na terra não havia pegadas.

Nos campos não havia rastros.

O dia estava horrível,

Tanto dentro como fora de mim.

O refugio era o guarda-chuva vermelho,

Antes nosso. A partir daquela manha, meu.

Parecia a melhor alternativa

Naquele dia frio.

Primeiro pingo de chuva

Minha raiva aumentara,

Apagaria teus rastros…

Décimo pingo de chuva

Meu conforto chegara.

Em meio a relâmpagos

Em meio aos campos de lavanda,

Encontrar-te já não era mais preciso

Sem guarda-chuva

A água lavara minha angustia.

Em meio a milhares de pingos de chuva

Dancei

Te encontrar já não era importante

Eu tinha a chuva,

Tinha a minha vida

E a lavei do seu “amor”.Imagem