Versão por Michael Buble – Dream a Little Dream of Me

Sonhe Um Pouco Comigo

Estrelas estão brilhando sobre você
Brisas da noite parecem sussurrar “eu te amo”
Pássaros cantando no sicômoro
Sonhe, sonhe um pouco comigo

Diga “boa noite” e me beije,
Apenas me abrace forte e me diga que você vai sentir minha falta

Embora eu esteja sozinho e triste como posso estar,
Sonhe um pouco comigo

Estrelas desaparecendo, mas eu permaneço, querida
Continuo desejando seu beijo
Eu quero ficar até o amanhecer, querida
Só dizendo isso

Doces sonhos até os raios do sol te encontrarem
Doces sonhos que vão levar suas preocupações embora

Mas em seu sonhos, quaisquer que sejam
Sonhe um pouco comigo

Estrelas desaparecendo, mas eu permaneço, querida
Continuo desejando seu beijo
Eu quero ficar até o amanhecer, querida
Só dizendo isso

Doces sonhos até os raios do sol te encontrarem
Doces sonhos que vão levar suas preocupações embora
Mas em seu sonhos, quaisquer que eles seja
Sonhe um pouco comigo.

Doces sonhos até os raios do sol te encontrarem,
Doces sonhos que vão levar suas preocupações embora;

Mas em seu sonhos, quaisquer que eles seja
Sonhe um pouco comigo.

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Vida de Vento

Talvez, no meio dessa história toda
Aquele que é realmente feliz é o vento.
Afinal o vento é livre para ir e vir,
O vento pode visitar qualquer lugar,
O vento pode conhecer o mundo.
(Eu tenho certeza que conhece. ..)
E o vento conhece todas as pessoas;
E conhece todas as historias,
E o vento pode levar e trazer,
Historias, noticias, pedidos.
Levar e trazer cheiros, sons, recados.
Recados de apaixonados,
Há muito, separados.
O vento vivencia e,
Depois sai, se vai…

Via Láctea

“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto…

E conversamos toda a noite, enquanto
A Via Láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: “Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?”

E eu vos direi: “Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas.”

 

Olavo Bilac

Você é como a música

Você é como…

Como eu posso te descrever?

Ah! Já sei…

Sabe aquela música chatinha,

Enjoadinha?

Aquela música que você escuta e…

Ai você diz:

“Nunca mais!”

Só que você diz isso cantarolando

Cantarolando a música!

Essa música, você acaba cantando dia e noite.

Essa música, você acaba gostando.

Gosta não porque gostava.

Gosta porque nos últimos dias ela esteve na sua cabeça.

Gosta porque nos últimos dias ela foi sua companheira.

Gosta porque ela começa a fazer sentido.

Gosta porque antes não gostava.

Você é como essa música…

Gosto porque antes não gostava.

Deixar tudo claro

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Oi, tudo bem? Sei que já faz um tempo, mas acho que algumas coisas ficaram mal entendidas, mal resolvidas. Então é melhor deixar tudo bem claro.

Sabe aquele dia? O das flores? O problema não era as flores, ou melhor era sim, deixa eu explicar. Não é que eu não goste de flores, é que eu apenas prefiro que elas fiquem lá, no lugar delas, que a vida dela não seja tirada só para satisfazer um luxo. Sabe se a vontade de presentear com flores for muito grande, posso te dar uma solução, traga em um vaso com terra, assim é só colocar elas ali no jardim da frente. Você vai descobrir que assim é muito melhor, a coitada da flor vive mais, não murcha. E ai eu vou lembrar sempre que aquele pedacinho do jardim é seu.

Sabe… Eu sempre vou tentar me lembrar de que esquecer  coisas de vez em quando é um luxo de ser humano, e já que o somos, não posso exigir mais. Se acaso se esquecer de alguma data, alguma coisa, eu não vou pirar, afinal também esqueço, e já que não vou pirar não encare isso de uma forma ruim, não é um teste, sou só eu… Não pirando.

Não vou exigir coisas como “Qual são meus dez filmes favoritos?”, “Minha cor favorita?”, “A lista dos meus livros preferidos?”, já que nem eu poderia responder essas perguntas, talvez pudesse responder a terceira. De fato, se todo esse tempo convivendo comigo, não descobri essas respostas, por que você deveria saber com tão pouco tempo?

Essa coisa chamada tempo serve para isso, mas mesmo assim ainda existem pessoas que ainda não responderam a pergunta “Quem sou eu?”.

Saiba que não gosto de trivialidades, não preciso de declarações cliches em redes sociais, e que odeio ser deixada ou ficar esperando…

Acho que pra finalizar não faça nada por que acha que tem que fazer, faça porque quer fazer, assim irá me surpreender. E não precisa fazer algo grande, eu li alguma vez em algum lugar que “A felicidade está nas pequenas coisas da vida”, eu acredito.

 Esteja certo, se estiver faltando algo eu escreverei novamente… Por hora é isso…

Roxette – It Must Have Been Love

Deve Ter Sido Amor
Deve ter sido amor…mas agora acabou

Deixe um suspiro no meu travesseiro,
Deixe o inverno para trás.
Acordei sozinha, tudo estava quieto
Em meu quarto, e em toda a parte.

Toque-me agora, eu fecho meus olhos
e fico sonhando…

Deve ter sido amor, mas agora acabou,
Deve ter sido bom, mas de alguma forma eu o perdi.
Deve ter sido amor, mas agora acabou,
Desde o momento que nos tocamos até nos separarmos.

Faça-me acreditar que estamos juntos,
Que estou amparada em seu coração
Mas por dentro e por fora, eu me tornei em água,
Como uma lágrima na sua palma da mão.

E é um difícil dia de inverno,
eu fico sonhando…

Deve ter sido amor, mas agora acabou,
Era tudo que eu queria, agora estou vivendo sem você.
Deve ter sido amor, mas agora acabou,
É onde a água flui,
é onde o vento sopra.

Deve ter sido amor, mas agora acabou,
Deve ter sido bom, mas de alguma forma eu o perdi.
Deve ter sido amor, mas agora acabou,
Desde o momento que nos tocamos até nos separarmos.

Deve ter sido amor, mas agora acabou,
Era tudo que eu queria, agora estou vivendo sem você.
Deve ter sido amor, mas agora acabou,
É onde a água flui,
é onde o vento sopra.

Poeminha Amoroso

Este é um poema de amor
tão meigo, tão terno, tão teu…
É uma oferenda aos teus momentos
de luta e de brisa e de céu…
E eu,
quero te servir a poesia
numa concha azul do mar
ou numa cesta de flores do campo.
Talvez tu possas entender o meu amor.
Mas se isso não acontecer,
não importa.
Já está declarado e estampado
nas linhas e entrelinhas
deste pequeno poema,
o verso;
o tão famoso e inesperado verso que
te deixará pasmo, surpreso, perplexo…
eu te amo, perdoa-me, eu te amo…
“Poeminha Amoroso”

 

Cora Coralina

O poder das reticências.

Na escola, ninguém aprende logo sobre pontuação, e quando se aprende, bom dá um pouco de trabalho para aprender.

Não me interprete mal, reconheço o valor da vírgula, ponto final, travessão em fim… O texto está cheio delas e seria difícil entender o que realmente quero dizer sem eles.

Eu gosto das reticências e coloco onde der, e as vezes onde não dá, porque ela não me dá limite de tempo como um ponto final, eu prefiro não por um final, é como se depois dela pudesse apenas vir uma nova pagina. Não posso esquecer também do suspense bom ou ruim que ela dá. Ela causa impacto que um ponto apenas não daria conta, por isso ela vem em trio.

O caso é que nenhuma outra pontuação tem o poder, tem o efeito de uma reticência.

Companhia de elevador

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1° andar, 2° andar, 3° andar… Travou…

-Ah! Que ótimo! O elevador resolve parar bem no dia em que eu estou atrasada.

-Nem fala…

-Só que eu não falei com você.

-Não, eu só estava resmungando também.

Ela olhou pra ele com um olhar cheio de raiva, ele retribuiu no mesmo patamar.

-Sabe, eu sou a ultima pessoa na Terra que alguém escolheria para ficar presa junto no elevador.

-Desculpe, mas eu devo discordar, eu sou a ultima pessoa.

-Duvido!

-Então me convença.

-Ah, sempre disseram que sou esquisita, e alem de tudo mal-humorada e muito irritante. As vezes que resolvo falar, falo sobre coisas que não interessam às pessoas, assim ou eu afasto, ou eu assusto. E você, me convença…

-Me consideram assustador. Homem mau e cheio de raiva, amargo. Em geral eu só não quero que deem palpites no que eu faço, ou na minha vida, mas se servir de consolo sou uma pessoa muito criativa, mas talvez mal compreendido.

Suspirou e disse:

-Seus anos de raiva reprimida tem que sair de alguma forma.

-Pode ser verdade. Você é nova aqui? Nunca te vi antes.

-Eu não uso o elevador, só escada. Usei hoje porque estava atrasada. A ideia de ficar presa numa caixa de metal, sem sinal de celular, junto com um estranho, (não se ofenda), não é muito atrativa, na verdade me amedronta. Então subo meus quatro andares de escada.

-Quatro andares? Pelo menos deve fazer bem à saúde. Eu trabalho lá no 6° andar, na edição. A propósito eu sou Marcos, só para deixarmos de ser estranhos.

-Manuela, mas a ideia de ficar presa no elevador ainda não é boa.

Ele sorriu, e ela disse com sarcasmo:

-Olha, você sorri.

Ele responde no mesmo tom:

-E você faz piada.

– O elevado voltou a funcionar, obrigada pela companhia.

A porta se abriu e ela saiu, mas ele segurou a porta e disse:

-Hei, Manuela, o que você acha de juntarmos nosso comportamento assustador, nosso mau humor, nossa irritabilidade e nosso assuntos sem graça e almoçarmos amanhã?

-Por mim, tudo bem. Só que,… Chega de elevadores. Eu vou de escada.

-Até mais companhia de elevador.

-Até…

Cansada de que?

Qualquer um que passa por aquela rua, e visse aquela cena; uma mulher sentada na calçada, despenteada, mal vestida e falando sozinha, acharia que ela era louca, mas não aquele cara. Sentou ao seu lado, e começou a falar:

-Moça, você está bêbada?

-Não, e nem drogada.

-Ah, então você é louca?

-Não sou louca não,… Pelo menos eu não era.

-Ah!… Escuta, o que você está fazendo, então sentada aqui e agindo como louca?

-O fato de estar agindo como louca, pelo menos no seu ponto de vista, não quer dizer que eu realmente seja louca.

– Tudo bem, vamos fazer um trato? Paro de te chamar de louca, e você me conta o que está fazendo.

Ela olhou tudo de forma séria e respondeu:

-Estou escrevendo sobre o que as pessoas não conseguem enxergar.

-Então você também não pode enxergar.

-A maioria das pessoas. Melhor assim? Façamos outro trato, se você ficar quieto, e parar de me corrigir eu conto o que está acontecendo.

-Fechado! – E apertaram as mãos.

-Você já reparou que o mundo é muito exigente? Ele quer que você faça mais, consiga mais, seja mais, e isso esgota. Eu moro aqui nesse pequeno condomínio, ai só moram pessoas mortas…

-Zumbis?

-Não neste sentido, você disse que iria ficar quieto.

-Desculpa, Prossiga.

-O fato é que hoje, acordei sobrecarregada, telefone e celular tocavam sem parar, e-mails não paravam de chegar e problemas que mesmo que eu arrumasse uma solução de nada adiantaria. Então surtei… E me demiti. E vim aqui com o bloco e a caneta pra me acalmar e me reencontrar. Eu estou muito cansada, na verdade. Quando eu era criança eu escrevia muito, gostava de montar historias na minha cabeça, talvez eu volte a fazer isso mais vezes.

-Sabe, eu não entendi uma coisa, do que realmente você esta cansada?

-Cansada de esperar por algo que não existe, por precisar de coisas que não tenho, depender de um tempo que não passa, sonhar sonhos que não vão se realizar.

-Então por que fazia isso?

-Porque eu estava morta, e voltei a viver.

-Então você é que era um zumbi.

– Falei figurativamente.

-Eu sei, estava apenas testando sua paciência.

Ela sorriu, e continuou:

-O fato é que agora eu vou mudar a minha vida, começando por mudar dessa casa, desse lugar…

-Já que quer mudar, vamos ir tomar um café, pessoas vivas tomam café.

-Não saio com pessoas estranhas.

-Tudo bem… A propósito, meu nome é Charles.

-Julia.

-Pronto, agora levanta e vamos tomar um café, não somos mais estranhos, ai te conto sobre a minha vida, e ai seremos menos estranhos ainda.

-Tudo bem, mas espera… eu não era louca?