Meu Hábito

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Sonhei com você,

Sim, novamente, você apareceu.

Sei que na realidade você não é meu,

Mas lá, você era. Logo se vê.

Por favor, querido, não sou insensata.

Por favor, não encare como possessão.

Porque quero que saiba que é meu amor, minha paixão.

Agora perceba: amar-te quase me mata.

“Não te faz mal?”

Não! Por ti morreria todos os dias.

Não, por ti eu sofro e sofreria.

Eu só realmente queria que fôssemos um casal.

De novo, esta noite sonhei.

Dia após dia sonhar é meu hábito.

Dias se passam e nem cortejo.

Mas, sei que sempre te amarei.

 

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Queria voltar

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Foi tão fácil ser criança

A boneca, o sorriso, o lápis e correr.

A brincadeira, sonhar, a balança.

Pular, gritar, imaginar sem perceber

Que hoje deixaria eu

De ser menina

Para tornar-me mulher.

Quanto doeu

Passar do lápis para o pincel, sofrida

Das tintas ao batom.

Quem diria que é sofrida

A fase de crescer?

Que o amor teria um som

Que quando se é criança

Não se escuta

O gritar da sofrida esperança

Quando se cresce, pergunta:

– Por que não aproveitei, brinquei?

Quando se é pequeno olha à frente

Ao ser adulto, permuta.

Olha para trás e diz: e hoje sou descontente

Como queria voltar a ser ingênua

Como queria diminuir a ansiedade da vida

Por que não vemos a verdade nua?

Porque senão nunca estaríamos nesta corrida

Recuperar-te-ás

Foi embora e me deixou

Quando me avisou

A noite inteira meus olhos chorou

Pensei que não me recuperaria mais

Não voltarias mais tu para mim

Pensava eu, o amor dói.

Não me recuperarias?

Sorri para mim

Em frente ao espelho

Disse:

-Não voltarás,

Recupere-te da dor

Conheças novamente o amor.

Hoje ainda o amo,

Mas não como o amei

Posso dizer sem olhos lacrimejar

Tenho forças para te deixar

E tu?

Pode dizer:

-Alguém me amou

Mas este alguém já me deixou.